Web
design pode ser visto como uma extensão da prática
do design, onde o foco do projeto é a criação
de web sites e documentos disponíveis no ambiente da
web.
O web design tende à
multidisciplinaridade, uma vez que a construção
de páginas web requer subsídios de diversas
áreas técnicas, além do design propriamente
dito. Áreas como a arquitetura da informação,
programação, usabilidade, acessibilidade entre
outros.
A preocupação
fundamental do web designer é agregar os conceitos
de usabilidade com o planejamento da interface, garantindo
que o usuário final atinja seus objetivos de forma
agradável e intuitiva.
Planejamento estratégico
Como todo trabalho de design, ele é um projeto, e necessita
uma análise informacional, a partir de um briefing.
Detectar corretamente o objetivo do projeto é essencial
para um bom planejamento, de modo que as ações
sejam tomadas de forma correta.
É sempre necessário
definir o público alvo do site, o objetivo, os serviços
oferecidos, o diferencial para o público. A partir
desses e de outros elementos que sejam específicamente
relevantes ao projeto, será definida a estrutura do
site (Arquitetura de informação), a tecnologia
empregada e o layout.
De uma forma geral, embora
usualmente possa parecer que a primeira impressão que
se tem de um site é o visual, na verdade o visitante
busca o conteúdo, por esse motivo o primeiro passo
estratégico é definir bem todas as informações
que o site terá, definir claramente a arquitetura de
informação do site e por último, o design
visual do site, que não precisa pular, girar e piscar,
a não ser que o que se esteja vendendo é design/imagem
(que não se aplica ao meio informacional que é
a Web), mas ter um aspecto profissional seguindo pelo menos
os conceitos básicos do design como aproximação,
contraste, alinhamento, dentre outros.
Há uma diferença
conceitual marcante entre design nos meios tradicionais, como
no gráfico e o design aplicado na web. Na web, a estética
deve ser moldada ao dispositivo que acessa ao site ou mesmo
desabilitada caso não seja necessária no contexto
de utilização. No meio gráfico é
possível prever como o usuário final verá
a estética do produto, já na web isto não
é possível, pois a aparência pode e deve
mudar radicalmente de acordo com o sistema operacional utilizado,
configurações pessoais, navegadores, resoluções
de tela e dispositivos, como celular, TV, impressora, leitores
de telas etc. Por este motivo, a informação
(HTML) deve trabalhar independente da formatação
(CSS) e do comportamento (scripts), que são recomendações
do W3C.
Estrutura
A estrutura, também conhecida como arquitetura de informação,
do site deve contemplar seu objetivo, tornando a experiência
do usuário a mais confortável e fácil
possível, chamamos isso de usabilidade. Deve-se planejar
a estrutura de forma que o usuário obtenha facilmente
a informação ou serviço desejado. Hoje
em dia são inúmeras as formas que um site pode
adquirir e a criatividade continua ser o grande diferencial
na produção de web.
Layout
O layout precisa transmitir a informação desejada
com eficiência. É preciso que o layout seja um
elo de comunicação com o usuário, que
sua linguagem seja condizente com o objetivo do site. Conhecer
heurísticas de usabilidade é fundamental para
se gerar layouts para a web.
Cada elemento inserido em
um website deve ter um objetivo, a perfeição
de um website se atinge quando não há nada a
ser retirado e não quando não há nada
mais a ser inserido.
A maioria dos layouts antigos
dos sites da Web eram feitos com tabelas na linguagem HTML,
porém esta forma é inapropriada pois tabelas
devem ser utilizadas apenas para exibir dados tabulados. Entretanto
existem layouts que são completamente produzidos sem
a presença de tabelas, sao os famosos "tableless"
e esta sim é a melhor forma de estrutura para layouts.
Navegadores
São programas responsáveis por interpretar o
conteúdo de um web site, disponibilizando assim a interface
com a qual o usuário final irá interagir. O
navegador está para o web design assim como o papel
está para o jornal. A grande variedade de navegadores
e discrepância entre os recursos fez seus próprios
criadores caminharem em direção a um padrão
comum. Atualmente é indispensável criar sites
seguindo os padrões da W3C.
No desenvolvimento do site,
o HTML deve ser criado seguindo os padrões do W3C (Web
Standards) de forma que fique funcional, independente dos
dispositivos (TV, celular, impressora, monitor etc). Apesar
de em tese não haver a necessidade de testar em diversos
navegadores, é um bom hábito testar em mais
de um navegador (Firefox, Internet Explorer, Netscape, Opera,
Safari, Chrome e outros), pois o layout do site pode apresentar
diferenças em determinados navegadores, e o usuário
que navega não entenderá o que está acontecendo.
Padrões
A World Wide Web Consortium (W3C) é o órgão
responsável por recomendar padrões de desenvolvimento
para a internet. Por meio destes padrões se pode classificar:
web sites de acordo com suas características técnicas,
indo além do visual e; navegadores, de acordo com sua
capacidade em atender aos padrões definidos.
O grande objetivo de
seguir os padrões do W3C é de possibilitar que
a informação veiculada pelo site permaneça
independente do dispositivo utilizado pelo visitante e que
seja acessível.
Adobe Photoshop
é um software caracterizado como editor
de imagens bidimensionais do tipo raster (possuindo ainda
algumas capacidades de edição típicas
dos editores vectoriais) desenvolvido pela Adobe Systems.
É considerado o líder no mercado dos editores
de imagem profissionais, assim como o programa de facto para
edição profissional de imagens digitais e trabalhos
de pré-impressão.
Sua mais recente versão é apelidada
como Adobe Photoshop CS4 (sigla cujo significado é
Creative Suite 4, correspondente à décima primeira
edição desde seu lançamento), disponível
para os sistemas operativos Microsoft Windows e Mac OS X.
Pode ser rodado também no Linux, através da
camada de compatibilidade Wine. Algumas versões anteriores
foram lançadas também para IRIX, mas o suporte
a esta versão foi descontinuado após a versão
3.0.
Desenvolvimento
Os irmãos Thomas Knoll e John Knoll iniciaram o desenvolvimento
do Photoshop em 1987 e a versão 1.0 foi lançada
pela Adobe em 1990. O programa era destinado desde o início
como ferramenta de manipulação de imagens provenientes
de digitalizadores, que eram raros e dispendiosos naquela
época.
Características
Apesar de ter sido concebido para edição de
imagens para impressão em papel, o Photoshop está
a ser cada vez mais usado também para produzir imagens
destinadas à World Wide Web. Até a versão
9.0(CS2) o programa incluía um segundo programa, o
Adobe ImageReady, muito semelhante ao Photoshop, que era utilizado
em conjunto para a edição e criação
de imagens e animações para a internet. A partir
da versão 10(CS3), os recursos do Adobe ImageReady
estão incluídos dentro do próprio Photoshop.
O Photoshop também suporta edição
com outros tipos de programas da Adobe, especializados em
determinadas áreas: o já referido Adobe ImageReady
(edição de imagens para a web), Adobe InDesign
(edição de texto) Adobe Illustrator (edição
de gráficos vectoriais), Adobe Premiere (edição
de vídeo não-linear), Adobe After Effects (edição
de efeitos especiais em vídeo) e o Adobe Encore DVD
(edição destinada a DVDs). Os formatos de arquivos
nativos do Photoshop (PSD ou PDD) podem ser usados entre estes
programas. A título de exemplo, o Photoshop CS permite
fazer elementos da interface gráfica de DVDs (menus
e botões), desde que dispostos separadamente no ficheiro
original (PSD ou PDD) por camadas (layers) agrupadas por ordem
específica, de forma que, ao ser importado pelo Adobe
Encore DVD, este consiga criar a edição para
DVD com esses elementos.
O uso das camadas não é um
recurso novo inventado pelos desenvolvedores do Photoshop,
ele foi desenvolvido há muito tempo pelos ilustradores.
Segundo Richard Valliere em seu livro, Manipulator of Movement:“[...]em
dezembro de 1914 é patenteada aquela que efectivamente
foi a maior contribuição técnica para
a animação tradicional até o advento
da computação gráfica: o desenho sobre
folhas de celulóide transparente – em português
vulgarmente chamada de acetato”. Essa inovação
coube ao animador norte-americano Earl Hurd."[1]
Portanto, é mais um recurso existente
no mundo real que foi aproveitado pela ferramenta Photoshop
para facilitar o trabalho de seus usuários, assim como
certos efeitos que reproduzem técnicas de pintura,
máscaras, uma técnica muito utilizada em gráficas
e impressão offset.
Os formatos de ficheiros nativos podem ser
importados de programas da concorrência, como o Corel
Photo-Paint, Pixel32, WinImages, GIMP, Corel Paint Shop Pro,
etc.).
O Photoshop suporta vários
espaços de cor (color spaces):
sRGB (ponto branco=D65) - RGB no Photoshop
Lab (ponto branco=D50)
CMYK
Escala de cinza (Grayscale)
A versão mais recente, de 2008, é a versão
11.0 Também chamada de "Photoshop CS4", uma
vez que "CS" indica a sua integração
no pacote de programas Adobe Creative Suite; quanto ao número
"4" é por ser a quarta versão, desde
que a Adobe reformulou a imagem de marca dos seus programas,
sobre a "marca-mãe" (no inglês umbrella
brand) "Creative Suite". Numa tentativa de se separar
da imagem de marca anterior do Photoshop, entre as versões
3 e 7, em que apresentava o olho humano (num conceito de visão
e imagem), nas duas primeiras versões do "Creative
Suite" utiliza imagens de penas estilizadas (como referência
à escrita e pintura com penas de aves), mais recentemente,
já na terceira edição do "CS",
a imagem foi alterada para um quadrado com as letras "PS"
ao centro.
Enquanto o Photoshop é praticamente
utilizado por profissionais, monopolizando mesmo este mercado,
o seu preço elevado, deixa margem para outros programas
concorrentes, ganharem mercado noutras faixas, como por exemplo,
o GIMP, um programa gratuito. De forma a competir com este
mercado, e também para combater a pirataria de que
o Photoshop é alvo, a Adobe lançou um programa
semelhante para o mercado doméstico, o Adobe Photoshop
Elements, mas com muitas funções profissionais
removidas do Photoshop original. Enquanto o Adobe Photoshop
CS3 é vendido por sensivelmente 800 euros (versão
inglesa), o Adobe Photoshop Elements 4.0 custa apenas 130
euros, de forma a ganhar terreno no mercado doméstico.
Sendo mesmo, por vezes incluído em digitalizadores
de diversas marcas. Como é óbvio, esta versão
"reduzida" não se adequa ao mercado de pré-impressão
profissional, visto uma das principais características
removidas deste software seja o modo de cores CMYK.
O Photoshop não suporta nativamente
muitos dos algoritmos de imagem (Image Arithmetics) que o
Corel Paint Shop Pro e outros editores de bitmaps utilizam.
No entanto, esse problema pode ser contornado através
do Filter Factory, um plugin gratuito disponível nos
discos de instalação do Photoshop, após
a versão 3.0.
Impacto cultural
O termo photoshopping é um neologismo que significa
"editar uma imagem" independentemente do programa
que se utilize (de forma similar ao neologismo Googlar). A
Adobe desencoraja o uso do termo devido ao receio de distorcer
a imagem de marca da empresa.[2] O termo "photoshop"
também é usado como substantivo relativamente
à imagem alterada. São termos populares utilizados
por membros de sites como "Something Awful", "Fark.com",
"B3ta" e "Worth1000". O objectivo de alterar
uma imagem, é torná-la humorística ou
inteligente, muitas vezes através de referências
a piadas e à cultura pop. Numa vertente mais recente
neste âmbito é a chamada fake (traduzida por
falso), em que se alteram imagens parodiando figuras célebres,
com imagens de nus ou pornográficas. Surgiram até
concursos de Photoshop em que profissionais e amadores competiam
para mostrar as suas capacidades de edição de
imagens nestas vertentes.
O termo é também por vezes
utilizado por artistas, para se referir a imagens que tenham
sido retocadas (retouched) ao invés das imagens originais.
Um problema comum entre os vários tipos de utilizadores
do Photoshop é evitar que os seus trabalhos se pareçam
com o "aspecto Photoshop" (apesar de ser um problema
intrínseco entre todos os programas de edição
de imagem).
Também recentemente, o Photoshop é
usado para alterar e desenhar veículos, normalmente
carros, processo esse, denominado por digi-modding, photoshopping
ou tuning virtual. Já são muitos os sites que
se dedicam a este aspecto, e este novo tipo de "arte"
tem-se expandido. E apesar dos sites, permitirem às
pessoas mostrarem os seus carros, publicamente na internet,
os carros manipulados digitalmente já existem há
muito tempo nas revistas de automóveis.
Formato PSD
Formato padrão da Adobe para documentos do Photoshop.
Possui muitos recursos extras como image layering. Suportado
por muito poucos programas fora o Adobe Photoshop. A grande
vantagem desse formato é que ele mantém todas
as camadas de seu projeto no photoshop, sendo assim você
pode reeditá-los mais tarde.
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